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Testes clínicos realizados com resultados positivos

Um grupo de cientistas brasileiros e americanos completou mais uma etapa dos estudos pré-clínicos para o desenvolvimento de vacinas contra o vírus zika.

A OMS continua preocupada com a propagação do vírus zika nos países da América Latina
Fotografia: Afp

Um mês depois de anunciar que duas candidatas a vacinas deram protecção completa a ratos, o grupo comprovou em um novo estudo que três tipos de vacinas foram totalmente eficazes contra a infecção por zika em macacos rhesus.
O novo estudo, que teve os seus resultados publicados há dias na revista “Science”, foi feito por pesquisadores da Universidade de São Paulo, do Beth Israel Deaconess Medical Center e do Instituto de Pesquisas Walter Reed do Exército, ambos dos Estados Unidos.
“As três vacinas forneceram protecção completa contra o vírus zika em primatas não humanos, que são o melhor modelo animal para estudos antes de iniciar os testes clínicos em humanos”, disse um dos autores do estudo, Dan Barouch, director do Centro de Pesquisa em Virologia e Vacinas do BIDMC e professor da Escola de Medicina da Universidade de Harvard.
“A protecção robusta e consistente contra o vírus zika em roedores e primatas deixa-nos optimistas em relação ao desenvolvimento de uma vacina segura e eficaz contra o zika para humanos”, afirmou o investigador Dan Barouch.
Na última quarta-feira, o Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos anunciou o início dos testes em humanos de uma vacina experimental de DNA contra o vírus zika.
Em Junho, as autoridades de saúde americanas já haviam a provado a realização de testes clínicos em humanos para uma outra candidata à vacina contra o zika, produzida pelo laboratório americano Inovio, em parceria com a GeneOne Life Sciences, da Coreia do Sul.

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