Sociedade

Sector cria condições para que haja mais especialistas

Edna Mulusso*

O Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação está apostada na oferta de condições para a formação graduada e pós-graduada de cidadãos capazes de contribuírem para a melhoria da qualidade de vida da população, disse ontem, em Luanda, a titular do sector.

Maria do Rosário Bragança sublinhou que a formação consta do Plano de Desenvolvimento
Fotografia: Agostinho Narcíso | EDIÇÕES NOVEMBRO

Ao intervir no acto de abertura do doutoramento em Saúde Pública, Maria do Rosário Bragança Sambo considerou essencial a formação de doutores nas instituições de ensino superior e de investigação científica, porquanto a aprendizagem deve ser alicerçada na produção de novos conhecimentos, através da aplicação do método científico.
Maria do Rosário Bragança Sambo refereiu que quanto ao sector da Saúde, o doutoramento deve proporcionar uma contribuição científica original e inovadora, cujos resultados devem ser discutidos, interpretados e divulgados em artigos e revistas.
Maria do Rosário Bragança Sambo sublinhou que a formação é um programa alinhado ao Plano de Desenvolvimento 2018/2022, enquadrado no Programa da Melhoria da Qualidade do Ensino Superior e Desenvolvimento de Inovação, Ciência e Tecnologia. Acrescentou que se trata de uma resposta à política e estratégia nacional de ciência, tecnologia e inovação, no que se refere à capacitação de recursos humanos através da criação, no país, de cursos de especialização, de mestrado e de doutoramento.
A coordenadora do curso de doutoramento, Ema Fernandes, assegurou que nos primeiros dois anos, serão transmitidos conhecimentos e competências que serão aplicadas no desenvolvimento das pesquisas.
Entre os temas eleitos como prioritários para a pesquisa colectiva, destacam-se saúde sexual e reprodutiva e saúde infantil, epidemia das doenças transmissíveis, doenças tropicais negligenciadas, epidemiologia nutricional, doenças crónicas não transmissíveis e o sistema de saúde em todos os seus componentes.
A responsável sublinhou que o doutoramento visa proporcionar aos estudantes competências que lhes permitem tornar-se gestores altamente motivados, com uma forte formação e enquadramento científico. No total, 15 médicos participam desde ontem no primeiro curso de doutoramento em Saúde Pública da Faculdade de Medicina da Universidade Agostinho Neto (UAN).O curso terá a duração de quatro anos, sendo dois para aulas curriculares e os restantes para investigação e conta com o patrocínio da Casa Civil do Presidente da República. A esta formação, junta-se a de doutoramento em Ciências Biomédicas, que já terminou o ano curricular, passando actualmente para a fase de pesquisa.
O acto ficou marcada com uma Aula de Sapiência, subordinada ao tema “A Saúde Pública e o Desenvolvimento Sustentável”, proferida pela coordenadora do curso de doutoramento.

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