Sociedade

Sequele ainda longe de ser uma “verdadeira cidade”

Manuela Mateus

A cidade do Sequele está urbanisticamente estruturada conforme mandam as regras de construção, mas ainda não segue o padrão internacional de uma verdadeira cidade, afirmou, segunda-feira, o engenheiro civil António André.

Especialista diz que a Centralidade do Sequele, em Luanda, não segue o padrão internacional
Fotografia: Vigas da Purificação|Edições Novembro

O especialista em Engenharia Civil, que foi orador de uma palestra dedicada ao tema “Conceito de viver em cidade” e realizada para saudar o 5º aniversário do Sequele, assinalado segunda-feira, adiantou que, na referida cidade, “falta ainda muitos serviços.”
O engenheiro civil disse, por outro lado, que os edifícios são projectados para ter, em média, um tempo de vida útil de 50 anos, mas a sua durabilidade vai depender de como foram construídos, do material utilizado, do uso ao longo dos anos e da manutenção.
António André alertou que as alterações que são feitas no interior de imóveis estão entre as causas de danificação de edifícios, porque o derrube, por exemplo, de uma parede, pilar ou viga compromete a segurança estrutural da construção.
O engenheiro civil António André salientou que, para se viver numa cidade, existem regras de convivência e que os moradores devem cuidar dos bens e serviços para ser garantido o bem-estar mental, físico e social.
Na palestra, assistida por moradores e funcionários da Administração do Distrito Urbano do Sequele, o engenheiro civil disse que os habitantes têm de saber que os espaços verdes são de “suma importância” e que é necessária a sua conservação.
“Se todos pautarem pelo bem-fazer e pelo bem-conservar, conseguiremos ter uma cidade melhor organizada”, acentuou António André, acrescentando que “os proprietários de lojas devem manter os espaços verdes e cada morador adoptar o sistema de plantar uma árvore.” />O especialista sugeriu à Administração do Distrito Urbano do Sequele que sensibilize os habitantes da cidade no sentido da preservação e conservação da imagem da cidade. “Só assim, poderemos ter uma cidade mais saudável a nível ambiental”, salientou o engenheiro civil.
A administradora do Distrito Urbano do Sequele, Ana Manjolo, recentemente nomeada para o cargo, disse esperar que os moradores da cidade continuem a trabalhar com as autoridades locais em prol do bem-estar da cidade.
“Aproveitamos este momento para a mobilização de toda a comunidade no combate ao lixo e ao paludismo na nossa centralidade”, salientou Ana Manjolo, para quem “é da união que depende o sucesso da Administração.”
A administradora defendeu que a cooperação deve ser permanente porque a missão da Administração do Distrito Urbano do Sequele é transformá-lo numa cidade ecológica.
Ana Manjolo apelou aos empresários que continuem a investir no distrito, para que sejam criados mais postos de trabalho para jovens.
Vários moradores pediram à Administração do Distrito Urbano do Sequele que dê prioridade à conservação dos espaços verdes e à plantação de mais árvores, para a melhoria da imagem da urbanização.
A palestra foi realizada com o objectivo de alertar os moradores sobre como devem viver em sociedade, respeitando as regras de convivência, o saneamento básico, os bens públicos e a conservação dos edifícios e dos espaços verdes.

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