Sociedade

Sindicalista defende diálogo permanente

O secretário-geral da União Nacional dos Trabalhadores Angolanos - Confederação Sindical (Unta-CS), Manuel Viage, defendeu ontem, em Genebra (Suíça), o diálogo social permanente para a resolução dos problemas dos funcionários.

Manuel Viage é contra assédios nos locais de trabalho
Fotografia: Mota Ambrósio | Edições Novembro

O sindicalista, que falava durante a 108ª Conferência Internacional do Trabalho, inserida nas actividades do centenário da OIT, referiu que os trabalhadores angolanos defendem o diálogo social e tolerância zero à violência e aos assédios nos locais de trabalho, além de apoiarem a aprovação da convenção e a recomendação na conferência.
“A violência e o assédio no trabalho afectam a qualidade dos serviços públicos e particulares, e podem criar empecilhos à entrada das pessoas no mercado de trabalho, ou de permanecerem e progredirem nas suas carreiras profissionais”, alertou.
Para Manuel Viage, o Governo, os empregadores, os trabalhadores e os seus sindicatos têm papéis e responsabilidades, embora diferentes, mas complementares, para prevenir e abordar a violência e o assédio nos locais de trabalho.
O secretário-geral da Unta-CS disse que o programa do País para o Trabalho Decente 2019-2022 (PPDT), ainda por assinar, pode ser um bom ponto de partida, caso os parceiros sociais demonstrem vontade política para a sua implementação.
O sindicalista reconheceu haver constrangimentos graves e contrários aos indicadores do trabalho decente no mercado angolano. Indicou que nos relatórios produzidos pela Inspecção Geral do Trabalho (IGT) e pelas comissões sindicais das empresas, constam factos que configuram indícios de violação dos direitos humanos, laborais, sindicais, de violência e de assédios.

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