Sociedade

Sindicatos desfilam nas ruas

Walter António |

Os trabalhadores filiados na UNTA-Confederação Sindical, a maior central sindical em Angola, e a Força Sindical Angolana,  realizam hoje, Dia Internacional do Trabalhador, um desfile conjunto comemorativo da efeméride, sob o lema “Mais acção sindical”.

Num contexto de reconfiguração da conjuntura económica os trabalhadores angolanos enquadrados nos seus sindicatos comemoram o 1.º de Maio com manifestações nas cidades
Fotografia: Mota Ambrósio

O presidente da Força Sindical Angolana, Joaquim Frestas Coelho, que prestou a informação ontem ao Jornal de Angola, disse que o desfile começa na Alameda Manuel Van-Dúnem e termina na Praça da Independência, onde é lida uma declaração que depois vai ser encaminhada ao Executivo.
A novidade este ano é a ausência no desfile da  CGSILA, que é a segunda maior central sindical em Angola, que decidiu realizar uma actividade à parte em local restrito.
Joaquim Frestas Coelho explicou que a CGSILA comunicou a sua decisão, há dias, à UNTA-Confederação Sindical e à Força Sindical Angolana que, além de não terem concordado, ficaram preocupados por ter sido, há já algum tempo, acertado que a realização este ano do desfile estava a cargo da CGSILA.
O sindicalista pediu aos trabalhadores que participem activamente nas manifestações alusivas ao Dia Internacional do Trabalhador, por ser, em sua opinião, uma grande oportunidade para a apresentação de reivindicações, em prol da perspectiva “Só unidos é que seremos vencedores”. “A crise é ultrapassada com trabalho”, afirmou o presidente da Força Sindical Angolana, que alertou: “Se nós não trabalharmos, não vamos superar a crise económica  que o pais vive. Em sua opinião, com os trabalhadores unidos, os direitos são conquistados e salvaguardados os postos de trabalho.

Acordos colectivos

O sindicalista afirmou que a crise económica e financeira que se regista em Angola  com a queda do preço do petróleo no mercado internacional tem provocado diariamente o aumento do número de desempregados e está na base de muitos problemas sociais.
“A Força Sindical Angolana tem orientado às comissões sindicais para celebrarem, cada vez mais, Acordos Colectivos de Trabalho (ACT) que beneficiem as ambas as partes”, disse Joaquim Frestas Coelho, que disse estar a Força Sindical Angolana a encaminhar os casos relacionados com situações em que as empresas violam os princípios da Lei Geral do Trabalho à Inspecção Geral do Trabalho e aos Tribunais para conciliação.
A Força Sindical Angolana, disse Joaquim Frestas Coelho, criou um Gabinete Jurídico que tem trabalhado na assistência jurídica aos trabalhadores que vivem situações de conflitos laborais. A Força Sindical Angolana-Central Sindical existe há 14 anos e tem 77 mil trabalhadores filiados.

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