Sociedade

Sinprof está preocupado com males da Educação

A transição automática na primeira, terceira e quinta classes e a monodocência na quinta e sexta classes estão entre as maiores falhas detectadas pelo Sindicato Nacional dos Professores (Sinprof), segundo o presidente do organismo.

Profissionais da Educação estão empenhados em obter melhores condições de trabalho
Fotografia: Arimateia Baptista | Edições Novembro

Guilherme Silva, que falava ontem à Angop, acrescentou que o plano de estudo do ensino primário, o excesso de alunos nas salas de aula e a falta de rigor e transparência nos concursos públicos para o ingresso de professores primários são outros males que assolam o sector.
De acordo com o responsável, a preferência pela contratação de professores sem perfil académico e a má gestão dos recursos humanos constam também dos males do sector. Guilherme Silva lamentou o facto de a  maioria dos directores de escolas, fundamentalmente do ensino primário, não possuírem conhecimentos de gestão escolar. Queixou-se igualmente das condições de trabalho “indigentes.”
Afirmou que, por falta de rigor nos concursos públicos, existem no sistema professores com certificados duvidosos, daí a necessidade de fiscalização por parte de “quem de direito.”
Os professores do I e II ciclos, segundo Guilherme Silva, querem ver aprovados o Estatuto Remuneratório dos Professores e o Estatuto da Carreira Docente, “para um maior incentivo e consequente melhoria da qualidade de ensino.” A actualização de categorias em função do perfil académico, do tempo de serviço, do regime probatório para o regime definitivo e o pagamento de subsídios em atraso constam também das preocupações do sindicato.
Guilherme Silva mostrou-se ainda preocupado  com a “exígua” parcela do Orçamento Geral do Estado para o sector da Educação, que tem sido até aqui inferior a 8 por cento, enquanto, segundo afirmou, “países da região já apontam para os 20 por cento.”

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