Sociedade

Sistema de dados da saúde garantido por operadora

Augusto Cuteta

A sustentabilidade do funcionamento do Sistema de Informação de Saúde (SIS), em implementação em todo o país, pelo Ministério de tutela, está já assegurada, no quadro de um acordo com a operadora de telefonia móvel Unitel.

Sistema vai permitir a recolha e processamento de dados sobre doenças e pacientes
Fotografia: Eduardo Pedro | Edições Novembro

O director do Gabinete de Tecnologias de Informação do Ministério da Saúde, Walter Paulo, explicou que a operadora de telefonia garante serviço grátis para acesso ao softwares DHIS2, Open LMIS e outros aplicativos oficiais afins integrados no SIS.
Além da Unitel, o Ministério da Saúde conta na implementação do projecto com o apoio financeiro do Departamento de Estado dos Estados Unidos, país que ajuda Angola com mais de cem milhões de dólares na execução de vários programas do sector, entre os quais o SIS.
Quanto ao wokshop sobre “Tecnologias de Informação em Angola” a embaixadora norte-americana no país, Nina Fite, realçou que o seu país financiou a referida actividade com cerca de 50 mil dólares.
Em Outubro do ano passado, o Ministério da Saúde adoptou o Sistema de Informação sobre Saúde Distrital (DHIS2, sigla em inglês) como sistema nacional de dados. Como resultado, Angola juntou-se a mais de 50 outros países, nos esforços para melhorar à eficácia e à visualização na transmissão de dados.
Ao mesmo tempo, o Ministério da Saúde adoptou o sistema electrónico de gestão de informação (Open LMIS, sigla em inglês) para fortalecer a cadeia de abastecimento de medicamento.
Depois desses ganhos, explica a embaixadora Nina Fiti, surge agora a tarefa da interoperabilidade, uma vez que, para o uso desta informação no seio dos ministérios e organizações, existe a necessidade de uma plataforma que permita esses dois softwares interagirem com outros sistemas paralelos.
Neste momento, considerou que o sistema de gestão de informação sanitária angolano consiste em sistemas paralelos diferentes, usados para captar dados específicos do programa de saúde. Esses sistemas concorrentes criaram fragmentos e informação irrealista, o que torna extremamente difícil para os governantes, parceiros e doadores acederem de forma oportuna a dados precisos e completos, a fim de tomarem decisões programáticas e financeiras com base em evidências.
A diplomata norte-americana realçou ainda que a sustentabilidade desses esforços depende da continuidade da liderança do Governo angolano e da colaboração dos organismos nacionais e provinciais. Por isso, alerta para a importância da parceria público-privada, felicitando a Unitel pelo engajamento na área de saúde pública.


Vantagens do sistema

Com a implementação do SIS, dentro de três anos, o director do Gabinete de Tecnologias de Informação do Ministério da Saúde explicou que o Governo vai poder fazer intervenções mais concretas dentro das necessidades do sector da Saúde, com a implementação.
Walter Paulo avançou que o DHIS2, para a recolha e processamento de dados sobre doenças e pacientes, e o Open LMIS, para controlo de medicamentos, vão se juntar ao MINSA RH, que é um sistema de gestão hospitalar integrado.
Com isso, o Sistema Nacional de Saúde vai passar a fazer uma melhor gestão de dados, tendo em conta que esses serão mais fiáveis e céleres no seu processamento.
Diferente do que ainda acontece, Walter Paulo avançou que, além de se conseguir dados mais fiáveis, o SIS vai permitir que se acabe com a perda de informação e que se gaste menos tempo e contribuir para que os indicadores estatísticos sejam mais reais.

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