Sociedade

Técnicos do Hospital do Huambo estão em quarentena domiciliar

Tatiana Marta | Huambo

Um grupo de 11 técnicos de saúde do Hospital Geral do Huambo está, desde o último fim-de-semana, a cumprir quarentena domiciliar, depois do registo de casos reactivos à Covid-19 de pessoal submetido à testagem, anunciou ontem o director-geral da maior unidade hospitalar da província.

Fotografia: DR

Hamilton Tavares explicou que, enquanto se espera pelos resultados definitivos das amostras enviadas ao Laboratório de Biologia Molecular, na província de Benguela, os técnicos que prestaram assistência aos primeiros casos da Covid-19 na província ti-veram de estar em quarentena domiciliar.
Disse que um dos técnicos sem condições de cumprir a quarentena domiciliar, está a ser alojado na nave do hospital, equipado com dois ventiladores, um de alta e outro de baixa complexidade, acompanhado por uma equipa de resposta rápida, para dar o devido tratamento.

Hamilton Tavares avançou que estão internados dois casos reactivos, um IGG e um IGM. Considerou que a situação obrigou o reforço das medidas de biossegurança, passando pela desinfestação das maiores áreas do Hospital Geral do Huambo, sendo que a nível da morgue se observa um tratamento diferencial em casos de mortes pela Covid-19.
“Os doentes submetidos a testes rápidos da Covid-19, com resultados IGG e IGM, estão a ser encaminhados à enfermaria para atendimento”, descreveu o director-geral da unidade hospitalar.

Hamilton Tavares avançou que a maior parte dos doentes entra para o hospital com um quadro associado a patologias diferentes, com destaque para acidente cefálico, problemas renais e de coração, hipertensão, infecção a nível dos membros e da pele.
Depois de quatro ou cinco dias de internamento, explicou , os pacientes começam a desenvolver um quadro respiratório e, de seguida, a infecção da Covid-19, o que dificulta a actividade dos profissionais de saúde.

O director-geral disse que o hospital está, neste momento, com menos de 20 testes da Covid-19, aguardando um reforço para testar todos os doentes internados.
Hamilton Tavares realçou que as pessoas “só devem deslocar-se às unidades sanitárias em caso de extrema necessidade, devendo cumprir rigorosamente as medidas de biossegurança”.

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