Sociedade

Técnicos à procura de casos da doença do sono

Um total de sete equipas móveis de rastreio da tripanossomíase, também conhecida como doença do sono, trabalha desde quarta-feira nas províncias do Uíge, Cuanza Norte, Bengo, Zaire e Luanda, onde dão continuidade à campanha iniciada em Janeiro.

Armadilha para a captura da mosca “tsé-tsé, vector da doença
Fotografia: DR

O chefe do departamento de Gestão Técnica e Supervisão do Instituto de Combate e Controlo das Tripanossomíases (ICCT), Paulo Makana, informou que o rastreio decorre nos municípios de Icolo e Bengo, província de Luanda, Dande (Bengo), Banga e Bolongongo (Cuanza Norte), Nzeto (Zaire) e Uíge e Songo (Uíge).O município da Banga tem mais de uma equipa nesta fase, por terem sido diagnosticados cinco casos no rastreio da campanha passada, encontrando-se em tratamento num centro da cidade de Ndalatando.
Nesta campanha, com duração de 20 dias, foram mobilizados 35 técnicos, que têm recebido apoio da comunidade na colocação de armadilhas de captura da mosca tsé-tsé, o vector da doença do sono.
Paulo Makana assegurou que as campanhas de rastreio vão continuar para a redução do número de doentes e do corte da cadeia de transmissão. O responsável apelou aos administradores municipais e à população residente nas zonas onde estão as equipas móveis para aderir à campanha, lembrando que o Executivo pretende eliminar a doença do sono até ao ano 2020. O diagnóstico é feito com recurso a testes rápidos e à Biologia Molecular, que consiste na detecção rápida do DNA do tripanossoma no sangue.

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