Sociedade

Tratamento experimental contra a obesidade

Um novo tratamento experimental que reduz  de maneira significativa o peso, a taxa de insulina e os níveis de mau colesterol   em ratos e primatas obesos foi divulgado ontem na revista “Science Translational Medicine”.

A obesidade é um problema de saúde pública no mundo
Fotografia: Philippe Huguen | afp

Cientistas da sociedade de biotecnologia Amgen afirmam que esta nova terapia pode  oferecer uma alternativa à cirurgia bariátrica para tratar a obesidade humana, cuja taxa triplicou no mundo desde 1975.
Os pesquisadores comprovaram que os roedores e os humanos obesos tinham uma concentração sanguínea elevada de uma proteína chamada GDF15, em comparação com um grupo de controlo de peso normal, explicou Yumei Xiong, do serviço de transtornos cardiometabólicos da Amgen, que realizou o estudo.
Com esta molécula os cientistas criaram o tratamento “GDF15”, que reduz o peso, o apetite e o açúcar em animais de laboratório. Este tratamento, que consiste numa mistura de proteínas, foi eficaz para que os ratos e os macacos obesos perdessem peso, consideraram os pesquisadores.
Também apontaram que essas proteínas alteraram as preferências alimentares dos ratos para que seleccionem alimentos menos ricos em calorias quando escolherem entre diferentes tipos de comida. Os autores do trabalho determinaram que o tratamento experimental activou um grupo de células nervosas entre os intestinos e o cérebro. Ressaltaram que são necessárias mais pesquisas para identificar o receptor celular dessas proteínas, a fim de obter um potencial tratamento terapêutico com aplicações clínicas.
A cirurgia gástrica, que consiste em reduzir o volume do estômago, é a intervenção mais eficaz para tratar a obesidade de forma duradoura.
O procedimento permite a perda significativa de peso, é invasivo, complexo e deixa no paciente efeitos secundários permanentes, explicaram os pesquisadores.

Tempo

Multimédia