Conceição Pedro Mateus, 47 anos, Mariana Adelino Mesquita, 52 anos, e Yolanda Mateus Joaquim, 24 anos, estão a ser julgadas, desde ontem, pelo Tribunal Provincial de Luanda, por burla, de mais de 17 milhões de kwanzas, em promessas de empregos e carregamentos de cartão Visa do Banco de Poupança e Crédito (BPC), a mais de 20 pessoas.
Tribunal Dona Ana Joaquina julga um caso de burla Fotografia: Edições Novembro
Durante a audiência de julgamento, que está a decorrer na 5ª Secção da Sala de Crimes Comuns, Conceição Pedro Mateus, que se fazia passar por directora de uma área do BPC, afirmou ter recebido valores monetários de mais de dez pessoas, com a promessa de emprego naquela instituição bancária, já que tinha supostamente um comparsa na instituição que lhe ajudava nas suas acções. Na instância judicial, a ré disse que conheceu a co-ré Mariana Adelino Mesquita, num almoço de família e tornaram-se amigas, tendo dias depois recebido um telefonema dela a pedir ajuda, no sentido de empregar no BPC, uma filha que tinha terminado uma licenciatura. A ré Conceição Mateus disse que o pedido foi aceite e que através de uma amizade que tinha no Conselho
de Administração do BPC, a filha de Mariana Mesquita foi admi-tida. A co-ré Mariana Mesquita disse que indicou 11 pessoas no sentido da ré Conceição Mateus empregar, mas esta respondeu em Tribunal que apenas recebeu e encaminhou os processos e a quantia de um milhão de kwanzas dos ofendidos, respectivamente Miguel Campos e Brígida, que é funcionária do BFA, que pretendia transferir-se para o BPC. Quanto à ré Yolanda Ma-teus Joaquim, funcionária do BPC, há quatro anos, disse em sua defesa não saber o "porquê que está envolvida no processo", uma vez ser ape-nas filha da co-ré Conceição Pedro Mateus. A ré disse também que to-mou conhecimento, em Tribunal, através do declarante Wilson, que a sua mãe devia dinheiro ao mesmo e a ou-tras pessoas.