Sociedade

UAN incentiva interesse de alunos pela Química

Rodrigues Cambala

A Faculdade de Ciências da Universidade Agostinho Neto (UAN) realiza em Abril a VIII edição da semana de Química, com o objectivo de criar interacção entre a instituição e alunos do II ciclo das escolas públicas e privadas.

Com a industrialização do país, a química é importante para o desenvolvimento das fábricas
Fotografia: DR

O encontro, realizado anualmente, visa ainda incentivar os alunos a adquirirem o gosto pela disciplina e a conhecerem o papel da Química na industrialização do país.
A chefe de departamento de Química da Faculdade de Ciências, Massuquinine Inês, disse ao Jornal de Angola que a actividade de extensão ajuda a explicar a importância da Química no desenvolvimento das sociedades.
Todos os anos são licenciados em Química na fFculdade de Ciências da UAN entre 18 a 25 estudantes.
“O curso tem dois ciclos; o primeiro é de base que vai até ao terceiro ano. O segundo é de especialização, que culmina com estágio, em que se faz um trabalho experimental na faculdade ou em empresas”. O número reduzido de licenciados todos os anos, resulta do atraso, às vezes, da abertura de vagas em empresas para permitir o estágio.
Ao informar que tem havido, ainda assim, abertura das empresas para que os finalistas realizem os seus trabalhos de fim de curso, Massuquinine Inês reiterou que os licenciados na área estão habilitados a trabalhar na indústria, em controlo da qualidade e consultoria.
“Com a industrialização de Angola, o químico é uma figura importante para trabalhar no desenvolvimento das fábricas”, salientou.
Na última sexta-feira, o Departamento de Química realizou uma palestra destinada aos caloiros, sobre “o enquadramento da Química na vida profissional”. Este ano, 38 estudantes frequentam o curso de Química.
Professora há mais de 20 anos, Massuquinine Inês disse que a sociedade já entende que, em determinadas áreas, é necessário colocar os especialistas para desempenharem o verdadeiro papel, o que não se observava no passado.
Segundo a docente, existe um mercado aberto para os químicos, sobretudo na indústria transformadora, petrolífera e na docência.
O Departamento de Química da Faculdade de Ciências prevê fazer uma avaliação do ensino da Química, para saber se a formação corresponde às necessidades do mercado.

Início das aulas
O Instituto Superior Politécnico Kalandula abriu esta semana o ano académico com uma aula magna proferida pelo professor Carlinhos Zassala, que dissertou sobre o ensino.
O director para a área académica do Instituto Kalandula, Ferreira Lutete, afirmou que o refrescamento dos aspectos ligados à pedagogia são fundamentais para o início de mais um ano lectivo, para melhorar a qualidade na transmissão do conhecimento.
O referido instituto superior licenciou no ano passado 1.517 estudantes, dos 7.968 matriculados em todos cursos. Para este ano, abriu mais três mil vagas, estimando ter 11 mil estudantes nos 18 cursos ligados às Ciências de Saúde, Sociais, Humanas e Engenharia.
Ao referir que o Instituto Superior Politécnico Kalandula está no seu sétimo ano, o director Ferreira Lutete frisou que o processo de ingresso, tal como nas outras instituições privadas, ocorre em duas fases.
“A procura aumenta depois de as instituições do ensino superior público publicarem as listas dos candidatos apurados”, disse.

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