Sociedade

UNESCO quer resgate de valores no país

César Esteves

Um projecto denominado “Rota da Cidadania”, para o resgate de valores de cidadania, foi lançado, sexta-feira, em Luanda, pela Organização das Nações Unidas para a Educação Ciência e Cultura (UNESCO), em parceria com a The Bridge Global, instituição que se dedica à implementação de acções dessa natureza.

Ministra Cândida Teixeira (centro) preside a Comissão Nacional da UNESCO
Fotografia: Mota Ambrósio | Edições Novembro

A iniciativa, segundo aclarou a presidente da Comissão Nacional da UNESCO em Angola, Cândida Teixeira, pretende, através da educação, desporto, ambiente, novas tecnologias, arte e cultura, servir de veículo para uma melhor inclusão social.
“Falar de educação, significa falar igualmente do homem, do seu ambiente vital enquanto presença para si mesmo, mas, também, para o mundo e com outros em sociedade”, salientou a responsável.
A também ministra da Educação ressaltou que a “Rota da Cidadania” tem como meta abranger os professores, crianças, jovens, adultos e, de um modo geral, as famílias e as comunidades de todo o país.
Cândida Teixeira acrescentou que o projecto tem aspectos importantes que fundamentam a ideia de que a educação tem um papel fundamental e irrenunciável de formação para a cidadania.
Leonor Sá Machado, directora executiva da The Bridge Global, explicou à imprensa que o projecto resultou da necessidade de se cobrir certas lacunas sobre cidadania existentes em todo o país, uma situação que, segundo avançou, leva a que muitos angolanos fiquem sem saber dos próprios costumes e identidade como angolanos.
Em seu entender, isso acontece, porque, em muitos casos, as pessoas não têm acesso fácil a essas informações. “Rota da Cidadania”, prosseguiu, vai consistir na realização de festivais nos quais serão desenvolvidas palestras com os mais variados temas, com o objectivo de levar ao conhecimento dos cidadãos informações que não teriam acesso com facilidade.
As pessoas que aderirem aos festivais, de acordo com Leonor Sá Machado, vão aprender conceitos e conhecimentos relacionados com a educação, desporto, ambiente, tecnologia, arte e cultura. “O projecto foi concebido para funcionar junto da população”, realçou.
A entrada para assistir aos festivais será grátis e os cidadãos terão a liberdade de apresentarem os seus talentos no evento, sempre que se sentirem atraídos.
O primeiro festival deve acontecer já em finais de Junho próximo, no Magistério Mutu-ya-Kevela, em Luanda. A província a seguir será o Bengo. O projecto tem a duração de três anos, devendo terminar em 2021.

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