Sociedade

UNICEF apoia combate à desnutrição região Sul de Angola.

Manuela Gomes

Um total de 9.600 unidades de suplemento nutricional foi entregue pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), para apoiar cerca de 10 mil crianças menores de cinco anos, nas províncias do Cuando Cubango, Cunene, Huíla e Namibe com vista a dar uma resposta nutricional, resultante de períodos de seca cíclica na região Sul de Angola.

Cerca de 10 mil crianças menores de cinco anos, na região Sul do país, vai beneficiar de ajuda
Fotografia: DR

Segundo um documento daquela organização, os suplementos vão servir para reforçar os programas provinciais de combate à desnutrição e as actividades desenvolvidas pelos governos locais, particularmente, neste período de resposta à pandemia da Covid-19.  

O UNICEF tem apoiado o Governo de Angola, na resposta à emergência que incide essencialmente nos sectores de saúde e nutrição, água, saneamento e higiene, protecção da criança, mudança de comportamento e envolvimento comunitário.

Estas actividades assentam numa estratégia mais ampla para estabelecer a ligação da resposta às emergências com uma agenda de desenvolvimento social local. Graças à assistência do UNICEF e parceiros, de Janeiro a Junho de 2020, foram capacitados mais de 300 técnicos de Saúde, para fornecer serviços de despistagem e tratamento da desnutrição aguda e prestar aconselhamento sobre práticas de alimentação infantil e suplementação com micro nutrientes para os pais e encarregados das crianças.

Em 2019, com fundos da Central das Nações Unidas para as Emergências (CERF), o apoio do UNICEF e das organizações não-governamentais, Visão Mundial, Acção para o Desenvolvimento Rural (ADRA) e People In Need, foi possível despistar para a desnutrição, cerca de 232.000 crianças menores de cinco anos, por meio da intervenção de mais de 1.000 agentes comunitários e técnicos de Saúde, capacitados nas províncias do Cunene, Huíla, Bié e Namibe.

Do número de crianças diagnosticadas, mais de 23.000 foram tratadas para a desnutrição aguda moderada e cerca de 7.800 crianças tratadas para a desnutrição aguda grave, em 28 Unidades Especiais de Nutrição e 210 unidades sanitárias com programas de tratamento ambulatório, equipadas com suprimentos nutricionais e materiais de diagnóstico.

“A questão da desnutrição tem sido uma grande preocupação do UNICEF e dos seus parceiros, mesmo antes da pandemia, porém com a ocorrência dessa situação de emergência, mais famílias podem ter maior dificuldade em garantir a nutrição adequada das suas crianças", disse a representante do UNICEF em Angola.

Jean Francois Basse referiu que os esforços vão no sentido de apoiar as autoridades das províncias beneficiadas para assegurar que haja continuidade destes e outros serviços de assistência nutricional de modo que nenhuma criança seja deixada para trás e tenha a sua situação agravada.

Angola é um país propenso à seca cíclica que afecta sobretudo as províncias no Sul e de forma mais severa nas zonas semi-áridas do Cunene, Huíla e Namibe.

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