Sociedade

Universidades privadas estão à beira da falência

As instituições privadas e público-privadas de ensino superior correm o risco de decretar falência, caso as aulas não recomecem dia 13 de Julho.

AIESPA?diz que grande parte dos estudantes não paga propinas
Fotografia: João Gomes | fotógrafo

De acordo com um comunicado de imprensa da Associação de Instituições de Ensino Superior Privado Angolanas (AIESPA), o não pagamento de fracções mensais de propinas, por parte da grande maioria dos estudantes, agravaram “seriamente” a capacidade financeira das instituições privadas e público-privadas do ensino superior, para fazerem face à elevada estrutura de custos.

"A estrutura de custos vem sendo sistematicamente inflacionada, por razões decorrentes da actual crise económica e financeira, e estrangulada pela regulação do regime de preços vigiados da fracção mensal da propina, por parte do Ministério das Finanças", lê-se no comunicado de imprensa.

A AIESPA reconhece o aumento de casos da Covid-19 no país, particularmente na província de Luanda, e aceita com seriedade e de sentido de responsabilidade a implementação das medidas de biossegurança e de distanciamento social nas instituições privadas e público-privadas do ensino superior, ao abrigo do Decreto Presidencial.

Reunidos a 24 de Junho último, os associados dizem que a ausência de uma definição de uma política de comparticipação no financiamento das instituições privadas e público-privadas do ensino superior, tal como previsto, concorre para que a cobrança das fracções mensais da propina dos estudantes seja a única fonte regular do seu financiamento.

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